Durante muito tempo, decisões de marketing foram guiadas pelo achismo – intuição, experiência prévia ou mera opinião de stakeholders. Hoje, esse cenário mudou radicalmente. Com uma explosão de informações (estima-se que 90% dos dados do mundo foram gerados apenas nos últimos dois anos ), não há mais espaço para decisões às cegas. Como disse o estatístico W. Edwards Deming, “sem dados, você é apenas mais uma pessoa com opinião” . Em outras palavras, marketing sem dados é mero palpite.
Empresas de ponta estão colocando os dados no centro de tudo – da definição de público à alocação de budget. Essa cultura orientada a dados permite validar hipóteses, personalizar ofertas e prever tendências com precisão. Os resultados falam por si: organizações data-driven são 23 vezes mais propensas a conquistar novos clientes e 6 vezes mais propensas a retê-los em comparação às demais . Além disso, tendem a ser 19 vezes mais lucrativas . Os dados fornecem um norte claro – em vez de confiar no feeling, profissionais podem testar, medir e iterar continuamente, aumentando o retorno de cada iniciativa.
Porém, adotar uma cultura de dados não acontece da noite para o dia. Mesmo após investimentos em tecnologia e talentos analíticos, muitas empresas ainda não tomam decisões guiadas por evidências na rotina. Um estudo da Harvard Business Review ressalta que criar uma cultura verdadeiramente orientada a dados permanece um desafio – em muitas organizações, o uso de dados ainda está longe de ser a base universal das decisões . Vencer essa inércia exige liderança engajada, treinamento de equipes e incentivo à experimentação informada por métricas. É preciso substituir o HiPPO (highest paid person’s opinion, ou “opinião da pessoa com o salário mais alto”) por análises objetivas e learnings contínuos.
Em resumo, vivemos o fim do achismo no marketing. Estratégias vencedoras são construídas em cima de fatos e insights acionáveis. Quem ainda insiste em “tiro no escuro” ficará para trás. Vale lembrar que adotar ferramentas e parceiros certos pode acelerar essa transformação: por exemplo, a OpenExO – aceleradora de negócios que integra tráfego, automação e dados – ajuda empresas a implementar uma cultura de decisões orientadas por evidências de forma mais rápida e eficaz. Os dados são o novo diferencial competitivo. Abrace-os, teste hipóteses e aposente de vez o marketing de suposições.
Referências: Harvard Business Review; McKinsey; OpenExO; IBM; W.E. Deming
